O Ator e a Neutralidade

O Ator e a Neutralidade

“O ator e a neutralidade” é um workshop criado por Nuno Pino Custódio, diretor, pedagogo e dramaturgo português em 2012 que sintetiza princípios e práticas do trabalho pedagógico com a Máscara Neutra.

De 27 a 29 de Setembro de 2018

Horário: Quinta, Sexta e Sábado das 09h às 13h

Onde: Centro de Pesquisa da Máscara

Endereço: Rua Bamboré 518, bairro Ipiranga, São Paulo – SP

Investimento: R$ 300,00

20 vagas

INSCREVA-SE
Carga Horária

12 horas

Ministrante

Nuno Pino Custódio

Público-Alvo

Estudantes de teatro; atores; bailarinos; clowns; performers.

Apresentação

“O ator e a neutralidade” é um workshop criado por Nuno Pino Custódio em 2012 que sintetiza princípios e práticas do trabalho pedagógico com a Máscara Neutra. A esta importante abordagem na formação do ator complementam-se outros conceitos e exercícios que foram emergindo de toda uma frutífera atividade como diretor e formador, ao longo das últimas três décadas. “O ator e a neutralidade” pode considerar-se, assim, como uma proposta prática para uma “ideia de teatro”. É a abordagem, o caminho e a inquietação de um criador face ao século XXI que coloca ao teatro desafios tão atuais que ainda podem escapar à consciência do ator em cena.

A máscara neutra é uma valiosíssima ferramenta metodológica na formação do ator, preparando-o para as mais diversas situações, estilos, gêneros, técnicas, uma vez que desenvolve, como poucos outros sistemas, a sua concentração, presença, atenção, contenção, disponibilidade, confiança: estruturas “invisíveis” responsáveis por todo o sentido expressivo da teatralidade. É deste ponto, desta imobilidade e deste silêncio feitos de energia, que nascerá (que se evocará) realmente um outro ser e, mais que isso, que se clarificará toda uma inter- relação entre mostrar para ver e ver para ser mostrado. Em “O ator e a neutralidade”, Nuno Pino Custódio direciona toda uma disciplina estruturante para três esferas: o ator, o coro e a personagem.

Objetivos

a) Entender a dimensão de “ponto neutro coletivo” e com este conceito estabelecer a diferença entre a neutralidade no plano do ator (não ficcional) e no plano da personagem (ficcional). O discurso interior em “cérebro aberto” e em “cérebro fechado”, como potencializadores de uma ideia de Máscara, trabalhando a consciência do ator em cena. A frontalidade do olhar como fundação de um corpo-em-ação expressivo e simultaneamente intencional. A atenção focal e a concentração periférica. A não- reatividade e a contenção. O sentido da imobilidade como gerador de ação (não-ação consciente). A definição de ação e objetivo. A prática do Coro. b) Definição de um conceito para “ego” em contraponto com “consciência” e “presença”. O teatro numa sociedade de “hiperconsumo” e a sua necessidade antropológica. A não- verbalidade e a verbalidade na perspectiva do encontro com uma linguagem que potencialize a relação ver-fazer.

Investimento

R$ 300,00 por transferência bancária, depósito ou pagseguro.

OBS. Sua vaga só estará garantida mediante o pagamento.

INSCREVA-SE
Contato

Rua Bamboré, 518 – Bairro Ipiranga

CEP: 04278-060 – São Paulo SP – Brasil

contato@centrodepesquisadamascara.com

Tel/Fax: +55 11 23687906

Professores
Nuno Pino Custódio
Ministrante

Nuno Pino Custódio, é um diretor, pedagogo e dramaturgo português que investiga a máscara como ferramenta fundacional do teatro, buscando-lhe uma estrutura compatível e necessária com um século XXI, onde, entre outras coisas, a noção de ator e espectador é cada vez mais híbrida e complexa. As próprias leis que o uso de uma determinada máscara suscita no seu contexto próprio – sejam estas de facto inventadas de raiz ou não – são também os princípios de uma “ideia de teatro” que, diante de uma parafernália de meios e dispositivos, urge ainda mais emancipar. Nuno P. Custódio criou até hoje para lá de 50 encenações, quase todas a partir de autorias suas ou co-criações, nas mais importantes companhias portuguesas. Tem uma presença muito significativa também no Teatro Universitário. Atualmente, é um dos pedagogos de referência na formação de atores no seu país, colaborando frequentemente com escolas artísticas, profissionais e universidades. O seu trabalho já foi exposto em Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Cabo Verde, Moçambique e Brasil. Como dramaturgo, destacam-se os monólogos “O relato de Alabad” (2002) e “Mãe Preta” (2004), este último alavancando a companhia ESTE – Estação Teatral, estando desde então, aí, nesse verdadeiro laboratório que fundou no interior de Portugal, a desenvolver o seu mais recente trabalho de criação.